domingo, 26 de julho de 2009

Romário é condenado por evasão fiscal

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Conforme a agência carioca O Dia publicou neste domingo, um juiz de um tribunal penal do Rio de Janeiro condenou o 'Baixinho' a três anos de prisão e a pagar uma multa de 1,7 milhão de reais (US$ 889.470) por omissão de informações à Receita Federal sobre os rendimentos auferidos entre 1996 e 1997.

A condenação, por um processo iniciado em 2004, é de 9 de junho passado e refere-se a mais de R$ 1 mi em rendimentos não declarados por Romário quando tinha contrato publicitário com a cervejaria Brahma e defendia o Flamengo.

Como Romário é réu primário e sua pena é inferior a quatro anos, ele poderá prestar serviços à sociedade em substituição à pena.

Seu advogado, Alexandre Lopes, no entanto, o defende. Ele disse que a condenação não é válida porque "teria que ser provada a intenção de fraudar o Tesouro" e quem declarou os valores mais baixos foram o Flamengo e a RSF (Romario Souza Farias), empresa que cuidava da imagem do craque.

Romário está envolvido em mais de trinta processos que vão desde atraso no pagamento de pensão alimentícia a indenizações.

Veja - 29JUL2009 - BAIXINHO, BOLA FORA.

Mesmo aposentado, Romário continua metido em encrenca. Foi preso por não pagar pensão alimentícia e agora tem de se explicar num caso obscuro de pirâmide financeira.

O ex-jogador Romário notabilizou-se no futebol por um estilo que até hoje muitos jogadores tentam imitar: o de irresponsável bem-sucedido. Declaradamente avesso à rotina de treinamentos e concentrações, Romário jamais seguiu as recomendações de treinadores e preparadores físicos. Vivia em boates, varava noites e pouco aparecia para treinar. Mas em campo seu desempenho era impressionante, com dribles desconcertantes e gols antológicos. Acabou se tornando também um craque em promoção pessoal. Esticou a carreira até os 41 anos, idade em que qualquer jogador está aposentado. E, há dois anos, causou comoção nacional em torno de seu milésimo gol – embora haja quem conteste essa conta, por incluir gols marcados quando ele ainda não era profissional. Depois disso, sumiu de cena. Seu nome só voltou ao noticiário nas últimas semanas. Virou caso de polícia.

Em dez dias, Romário foi parar duas vezes numa delegacia. Na primeira, ficou detido 22 horas por não ter pago a pensão alimentícia aos dois filhos mais velhos (que encabeçam uma lista de seis, com quatro mulheres). Só foi liberado depois que pagou 90 000 reais, referentes a dívidas da pensão. Na semana passada, ele teve de prestar depoimento em outra delegacia, como suspeito de envolvimento no golpe conhecido como pirâmide. O esquema incluía jogadores de futebol, policiais, bicheiros e pagodeiros e teria causado prejuízos de 10 milhões de reais. Romário nega implicação no caso, mas admite que conhecia dois integrantes do esquema – um deles acabou assassinado no início do ano. Há suspeitas de que ele tenha recebido ameaças de morte e de que chegou a ser agredido por um dos lesados no golpe.

Romário é um daqueles casos típicos de ascensão social meteórica que o futebol produz. Nascido na favela do Jacarezinho e criado no subúrbio carioca da Vila da Penha, o ex-jogador morou seis anos na Holanda e dois na Espanha. Passou a colecionar artigos caros, de relógios a carros esportivos – chegou a ter doze em sua garagem, incluindo modelos Ferrari, Porsche e Volvo. Sempre foi um perdulário. Ora nos negócios, como num bar temático no qual investiu 5 milhões de reais, no Rio de Janeiro, e que não durou nem dois anos, ora apostando dinheiro nos treinos e partidas de futevôlei com amigos. Suas confusões começaram cedo. Aos 30 anos, já enfrentava problemas nas varas de família. Enquanto Mônica Santoro, sua primeira mulher, brigava pela partilha dos bens, uma modelo exigia o reconhecimento de paternidade de um filho. As encrencas estão longe de ter fim. Estima-se que suas dívidas hoje cheguem a 10 milhões de reais. Para quitar pendências na Justiça, sua mansão na Barra da Tijuca, avaliada em quase 9 milhões de reais, será leiloada nesta semana. Romário consegue ver um lado bom nisso tudo. "Pelo menos estão me mantendo em evidência", diz.

Mergulho no fundo do poço - Veja Rio - 27JUL2009 - Cristina Grillo e Patrick Moraes

Afundado em dívidas, condenado à prisão por sonegação fiscal e prestes a ter leiloada a cobertura onde mora, Romário vive um pesadelo que não parece ter fim.

A vida anda difícil para o carioca Romário de Souza Faria, um dos maiores atacantes da história do futebol internacional, 43 anos, três casamentos, seis filhos. Eleito o craque do planeta pela Fifa em 1994, ano em que conquistou a Copa do Mundo com a seleção brasileira, o ex-artilheiro do Vasco, do Flamengo e do Fluminense está afundado em dívidas estimadas – segundo um cálculo conservador – em 8 milhões de reais. É o saldo de 28 dos mais de setenta processos que tramitam contra ele nas justiças Federal, Estadual e Trabalhista do Rio. O valor pode ultrapassar 10 milhões de reais, pois ainda há ações aguardando sentença e outras nas quais o total será atualizado com juros e correção monetária no momento do pagamento. Para quitar alguns débitos, o apartamento em que mora, uma majestosa cobertura na Barra da Tijuca de 776 metros de área construída avaliada em 8,9 milhões de reais, vai a leilão na terça-feira (28). Há duas semanas, Romário passou 22 horas detido na delegacia da Barra da Tijuca por dívidas acumuladas de 89 000 reais relativas à falta de pagamento da pensão alimentícia dos dois filhos mais velhos, Moniquinha, 19 anos, e Romarinho, 15. Ele também é suspeito de envolvimento com um esquema de jogo conhecido como pirâmide, que teria causado prejuízos a vários participantes no total de 10 milhões de reais, sob investigação da Delegacia de Defraudações. Não bastasse, ainda foi condenado a três anos e meio de prisão – além do pagamento de multa de 855 600 reais – por crime tributário pelo juiz Gilson David Campos, substituto da 8ª Vara Federal Criminal do Rio.

Romário foi sentenciado por omitir da Receita Federal informações sobre valores recebidos em 1996 e 1997 da Brahma, cervejaria da qual era garoto-propaganda, e do Flamengo, clube que defendia à época. Com a omissão, ele reduziu o valor devido ao imposto de renda. Apesar de condenado, não deve ser preso. Por ele ser réu primário e ter recebido pena inferior a quatro anos, o Código Penal permite que a reclusão seja substituída por penas alternativas. Nesse caso, o juiz Campos determinou que Romário preste serviços comunitários pelo mesmo período da pena. Para livrar-se da cadeia, terá de pagar ainda uma segunda multa de valor idêntico – no total, 1,7 milhão de reais. Seus advogados estão recorrendo da sentença.

Durante o lançamento de uma biografia e de seu site oficial, na última segunda-feira, Romário reconheceu as dívidas e afirmou que atravessa um momento conturbado. "Se for decidido que tenho de pagar por elas, farei isso no momento adequado", disse. A lista é longa. Há diversas ações que cobram pagamento de imposto predial e territorial urbano (IPTU), imposto sobre propriedade de veículos automotores (IPVA) e imposto sobre transmissão de bens imóveis (ITBI). Em processos de execução fiscal na Justiça Federal, são cobrados perto de 980 000 reais. A prefeitura do Rio, além da dívida de IPTU do apartamento em que mora, calculada em 772 602 reais, cobra mais 170 000 reais referentes a outros tributos em atraso e multas. Ao governo do estado, Romário deve 65 749,21 reais de IPVA atrasado de um Mercedes ML 320, ano 1999.
Classificado por amigos – a quem costuma chamar de "peixes" – como "largado", Romário não paga desde maio de 2003 as cotas condominiais do Golden Green, na Barra da Tijuca, onde mora. Já deve 1,3 milhão de reais. Uma obra malfeita na luxuosa cobertura, em dezembro de 2000, é responsável por processos vultosos no fórum do bairro. A reforma provocou infiltrações nos dois apartamentos do andar de baixo. Embora tivesse prometido, Romário não pagou pelos reparos. O pinga-pinga seguiu intermitente, destruindo tetos de gesso, cortinas, instalações elétricas, armários de madeira, pisos de mármore, equipamentos elétricos e tapetes persas dos vizinhos. Levi Ferreira Sotero, dono do 601, perdeu o inquilino que lhe garantia, à época, um aluguel mensal de 24 000 reais. A indenização por danos materiais e lucros cessantes foi estipulada em 2 276 448,03 reais, em valores de dezembro de 2006, a ser atualizados e acrescidos de juros de 1% ao mês até a data do pagamento – estima-se que esteja hoje na faixa de 3,7 milhões de reais.

Procurado por VEJA RIO, o advogado de Romário no caso, Norval Campos Valério, não retornou as ligações. Já os consertos no apartamento de Octacílio Pereira de Carvalho, morador do 602, foram orçados em 280 000 reais, mas só começaram a ser realizados no fim de 2006. "Agora esperamos a decisão da Justiça sobre o valor da indenização por danos materiais, mais a multa pela demora no início da obra, que estimamos em torno de 300 000 reais", diz Luiz Cláudio Moreira Gomes, advogado de Carvalho. Em outra obra polêmica, Romário mandou fechar boa parte da varanda da cobertura. O condomínio entende que as alterações modificaram a fachada do prédio e luta na Justiça para que o ex-jogador as desfaça. Na terça-feira, a cobertura de quatro suítes (uma delas máster), living, home theater, sala de jantar com lavabo, churrasqueira de inox, saunas seca e a vapor, piscina, hidromassagem e cinco vagas de garagem vai a leilão pelo lance mínimo de 8 912 520,40 reais.

Como tudo isso pôde acontecer, tendo ele sido um dos esportistas mais bem pagos de sua geração e acumulado uma daquelas fortunas que aparentemente jamais acabariam? "Às vezes lhe faltava uma orientação", afirma Luisinho Moraes, seu procurador entre 1996 e 2002. "Ele não podia alterar a fachada ou fazer mudanças em áreas comuns, mas havia muita gente que falava o que ele queria ouvir. O meu papel era fazê-lo ouvir o que tinha de ser dito." O episódio da obra acelerou o fim da relação profissional entre os dois. O temperamento irascível de Romário também lhe rendeu desafetos e processos. Em 1998, ressentido com a dupla Zagallo e Zico, respectivamente técnico e coordenador da seleção brasileira à época, responsáveis por seu corte da delegação por causa de uma lesão às vésperas da Copa do Mundo, o atacante resolveu se vingar com caricaturas de mau gosto nas portas dos banheiros de sua casa noturna, Café do Gol, na Barra da Tijuca. Processado, Romário foi condenado a indenizar o ex-treinador em 635 607,62 reais. Pelo mesmo motivo, foi sentenciado a pagar uma quantia ao ex-jogador Zico – o valor, no entanto, não é revelado, pois a ação correu em segredo de Justiça.

O Café do Gol tornou-se um símbolo dos maus negócios em que ex-jogadores costumam se meter. Inaugurado em novembro daquele ano, com o objetivo de ser o primeiro bar temático de futebol do Rio, o empreendimento, que exigiu um investimento de 5 milhões de reais, fechou as portas após um ano e meio de funcionamento. Ressurgiu em 2001, com um nome adicional: virou o Bingo Café do Gol. Durou cinco meses. Seis anos depois da experiência como empresário da vida noturna, restaram treze ações trabalhistas. Receber o valor devido é tarefa difícil. Decisões judiciais determinando o bloqueio de suas contas bancárias para a quitação de dívidas não têm obtido resultado: encontram saldos zerados. No processo movido pelo vizinho Levi Sotero, Romário tentou driblar a penhora dos bens transferindo sua Ferrari vermelha para o nome da atual mulher, Isabella Bittencourt. A ação foi descoberta, e o ex-jogador acabou sendo condenado a pagar mais 340 000 reais por "fraude à execução", conforme sentença da juíza Adriana Angeli de Araújo.

"Para mim, isso é história do boitatá", desconfia o ex-presidente do Vasco Eurico Miranda, descartando a semelhança com craques do passado, que atravessaram situações críticas quando abandonaram o gramado. "Duvido muito que ele esteja passando por dificuldades." Dono do maior salário do futebol brasileiro durante seu apogeu – chegou a receber 450 000 reais mensais no Flamengo e no Vasco, entre 1999 e 2001 –, Romário viveu como um rei. Teve cinco carros de luxo simultaneamente: Ferrari Modena 360, Porsche Carrera, BMW X5, Volvo V70 e o jipe Hummer. Adorava apostar dinheiro em treinos e partidas de futevôlei com Renato Gaúcho e Djalminha, hábito que levou para a Europa, onde jogou no Barcelona e descobriu um parceiro no búlgaro Hristo Stoichkov. Para a médica Fatima Vasconcellos, chefe de clínica do serviço de psiquiatria da Santa Casa de Misericórdia, o comportamento de Romário é típico. "Algumas pessoas não estão emocionalmente preparadas para o sucesso", afirma. "Romário é como o playboy Jorginho Guinle, que tinha uma fortuna no banco e gastou até o último centavo. São pessoas com uma imagem distorcida de si próprias. Então, para preencher um buraco, compram muito."

Quando anunciou a aposentadoria, no ano passado, o craque tinha um crédito de 26 milhões de reais a receber do Flamengo e do Vasco, clube que chegou a ajudar com empréstimo pessoal para o pagamento de salários de colegas. Estimada inicialmente em 15 milhões de reais, a dívida rubro-negra começou a ser quitada em 2003, em parcelas de 108 000 reais, com previsão de término para 2016. As atualizações monetárias já jogaram a dívida do Flamengo para perto de 20 milhões de reais, com mensalidades de 145 000 reais, pagas religiosamente, garante o clube. Já o Vasco, o último time que defendeu e no qual, aliás, iniciou a carreira profissional, sustou o pagamento, previsto para ser completado em 2019. A nova gestão, do presidente Roberto Dinamite, levanta dúvidas sobre o montante negociado por Romário com o presidente anterior, Eurico Miranda, e aguarda a conclusão de uma auditoria nas contas do clube. Romário mantém-se ligado ao futebol. Virou um chamariz para investidores bancarem o futebol do América, tradicional clube que disputa a segunda divisão carioca e do qual sempre se disse torcedor. "Hoje, o momento mais legal da minha vida é o América", diz Romário. "Só gostaria que fosse um emprego remunerado. Ando precisando..."

Dívidas atrasadas, encrencas à vista
É um rolo atrás do outro. Romário soma condenações ao pagamento de dívidas trabalhistas, fiscais e indenizatórias em ações que tramitam nas justiças Federal, Estadual e do Trabalho. Na maioria delas ainda cabe recurso às instâncias superiores. As principais são:
2,276 milhões de reais ao proprietário do apartamento no condomínio Golden Green danificado por causa de obras em sua cobertura
Duas multas, cada uma delas de 855 600 reais, por ter omitido da Receita Federal informações sobre valores recebidos em 1996 e 1997
1,276 milhão de reais em taxas de condomínio atrasadas
980 000 reais de impostos em atraso, cobrados na Justiça Federal
772 602 reais de IPTU da cobertura do condomínio Golden Green em atraso
635 607 reais de indenização por danos morais ao ex-técnico da seleção Mario Jorge Lobo Zagallo, mais um valor não revelado ao ex-jogador Zico (a ação corre em segredo de Justiça)
170 000 reais em dívidas variadas (impostos e taxas em atraso) com a prefeitura do Rio
94 478 reais em treze ações trabalhistas movidas por ex-funcionários
65 749 reais de IPVA em atraso de um Mercedes ML 320, ano 1999
22 320 reais por mês de pensão alimentícia para os filhos Moniquinha, 19 anos, e Romarinho, 15, de seu casamento com Mônica Santoro

Romário vende por R$ 170 mil carro que vale R$ 500 mil. Durante os quase 2,5 anos que o ex-jogador Romário ficou com o Hummer, o veículo não estava em seu nome. Apenas em janeiro deste ano ele fez o registro, mas colocou o carro em nome da esposa.

Confira o show de bola de Romário em uma `pelada` com os amigos. O Baixinho perdeu por 11 a 8, mas ainda assim foi o destaque da sua equipe na partida realizada entre seus amigos.

Romário nega acusação de envolvimento com jogo Pirâmide. Romário esteve na Delegacia de Defraudações para prestar esclarecimentos sobre o suposto envolvimento dele no jogo conhecido como Pirâmide, em que pessoas arrecadam dinheiro ilegalmente.

Romário já apostou mulher com Renato Gaúcho. Essa é uma das revelações da biografia do Baixinho. João Paulo Cuenca leu e disse que o livro conta com comentários da família e amigos de Romário.

Mônica Santoro fala sobre a prisão de Romário. A ex-mulher do craque fala sobre a crise familiar que levou à prisão do ex-jogador. O patrimônio de Romário estaria abalado. Ele estaria cheio de dívidas.


Mais sobre o inferno astral de Romário, cliqueaqui.

Lunático
6858km de futebol
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