terça-feira, 30 de junho de 2009

Arbitragem da final da Copa do Brasil promete

Contra a arbitragem brasileira, é melhor prevenir do que remediar. Pra começar, hoje a tarde, a diretoria do Internacional-RS convocou a imprensa e divulgou um DVD com imagens dos juízes beneficiando, com seus erros, o Corinthians na competição. Do DVD faz parte, por exemplo, o pênalti não marcado a favor do Vasco na partida da volta nas semi-finais em S. Paulo. O Inter também não esquece do escândalo da arbitragem de 2005, que colocou sob suspeita os erros de arbitragem no confronto direto do 2° turno do Brasileirão daquela temporada. Os erros foram a favor do Corinthians.

Mais detalhes sobre o polêmico DVD, clique aqui - Reportagem UOL Esporte.

Especificamente no confronto com o Corinthians na atual Copa do Brasil, no primeiro jogo da decisão, realizado no dia 17 de junho, vários erros de Héber Roberto Lopes denunciados: um pênalti que Marcelo Oliveira teria cometido no atacante Alecsandro, no começo do jogo; a não aplicação de cartões amarelos a jogadores do Corinthians que estavam "pendurados" e poderiam ser suspensos; e o lance em que o árbitro permitiu uma cobrança de falta com a bola rolando e, como consequência, o atacante Ronaldo acabou fazendo o segundo gol do 2 a 0.

No mesmo dia que o Internacional mostrou o dossiê relatando os erros de arbitragem que teriam favorecido o Corinthians a chegar à final da Copa do Brasil, a CBF anunciou o nome do árbitro que apitará a decisão do torneio. O nome do polêmico Ricardo Marques Ribeiro, de Minas Gerais, foi o sorteado e o histórico dele não é nada animador...

Ricardo Marques Ribeiro se envolveu em algumas polêmicas nos últimos anos. Logo após a primeira rodada do Brasileiro do ano passado foi suspenso pela Comissão de Arbitragem, por falta de ação disciplinar na partida entre Palmeiras e Coritiba. Ainda em 2008, foi a vez do Figueirense reclamar do árbitro, depois da partida contra o Fluminense, quando o time carioca venceu a partida com um gol aos 40 minutos da etapa final. Washington, então no Flu, teria desviado a bola com a mão, tirando do goleiro Wilson, e deixando Thiago Neves livre para marcar.

No início de 2009, o presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, divulgou uma nota oficial com acusações contra Marques Ribeiro. O dirigente atleticano acusou o árbitro de ser funcionário do vice-presidente do Conselho Deliberativo do Cruzeiro e pediu para que ele não apitasse mais jogos do Galo.

O árbitro à época, declarou não ver problemas em trabalhar no gabinete do Vice-Presidente do Conselho Deliberativo do Cruzeiro: “Nunca tive qualquer tipo de problema. Nunca foi levantada qualquer tipo de suspeita”. Porém, Ricardo Marques Ribeiro admitiu que irá conversar com o Wanderley Salgado de Paiva sobre sua presença no gabinete “O que ele decidir, vou acatar”. Ou seja, iria obedecer o desígnio do dirigente cruzeirense. Detalhes dessa história, aqui.

Na minha opinião, o Internacional-RS, pelo histórico de arbitragens recentes que tem contra o Corinthians-SP tem todo o direito de botar pressão. Ainda mais agora com a escolha desse árbitro batráquio para a final.

Ronaldo Fenômeno, como sempre, quando tem aberto a boca ultimamente falou besteira: "o futebol é lindo e emocionante por causa dos erros dos árbitros. Imagine se fosse tudo automático, sem nenhum tipo de erro? Seria monótono;"

Agora você já imaginou como seria um jogo de futebol decidido só na bola, pelo poder ofensivo/defensivo demonstrado pelas equipes, pela habilidade dos atletas em campo e com alguém de preto la tomando conta e fazendo com que as regras fossem cumpridas e aplicadas igualitariamente para os dois lados, sem exceções... ganhar o melhor na bola, seria monótono, né ? VTNC, Ronaldo !
Mano Menezes faz críticas ao dossiê de arbitragem preparado pelo Internacional

Andrés Sanchez: `Corinthians já foi beneficado e prejudicado pela arbitragem`

Confira lances do dossiê feito pelo Inter com erros de arbitragem a favor do Corinthians

Internacional prepara dossiê sobre favorecimentos da arbitragem ao Corinthians

Internacional prepara dossiê com erros de arbitragem favorecendo o Corinthians

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domingo, 28 de junho de 2009

Copa das Confederações

Renato Ribeiro mostra como a África do Sul se prepara para a Copa das Confederações

Joel mostra como o time da África se prepara - e detona no idioma de Shakespeare

O correspondente Renato Ribeiro mostra como é a cidade onde a seleção vai ficar e as instalações do primeiro jogo. Segunda-feira, o Brasil estreia na competição contra o Egito.

Negros protagonizam história do futebol na África do Sul. Embora a seleção da África do Sul não seja muito forte, o povo tem uma grande paixão pelo time e pelo futebol. O brasileiro Joel Santana vai comandar os donos da casa na Copa das Confederações.

Seleção é recebida com festa em primeiro treino na África do Sul

Relembre todas as participações da seleção na Copa das Confederações

Egito treina para enfrentar o Brasil

Dunga define time que vai enfrentar Egito

Robinho ensaia drible em treino da seleção

África do Sul tem estádios prontos e obras atrasadas para Copa

África do Sul faz festa na abertura da Copa das Confederações

Melhores momentos: África do Sul 0 x 0 Iraque pela 1ª rodada

Confira trechos da entrevista em inglês shakespeariano de Joel Santana após o empate com o Iraque

Melhores momentos: Espanha 5x0 Nova Zeländia pela 1ª rodada

Melhores momentos: Brasil 4x3 Egito (1a. rodada). O Brasil não pára de levar gols de Zidan...O corporativismo do Arnaldo chega a ser ridículo: dizer que não foi falta no Ramires naquele lance aos 30 do 2° tempo beira a catarata

Teria o VT salvo o Brasil hoje ? O juiz marcou o penal conscientemente ou foi auxiliado pelo 4° árbitro ?

Fifa anuncia que o quarto árbitro não teve ajuda externa em Brasil x Egito

Renato Marsiglia na 3a. feira, 16JUN2009, desmentiu a FIFA e confirmou no Redação Sportv que o 4° árbitro ajudou sim na marcação do penal que decidiu o jogo pro Brasil. E agora, FIFA ?


Estados Unidos 1x3 Itália (1a. rodada). Os Rossis da Itália resolveram a parada

A Fúria penou para bater o Iraque por 1x0 mas a vitória magra foi o suficiente para pôr os espanhóis nas semis da competição. David Villa foi o pai da criança

Técnico é tudo cara-de-pau mesmo... Após o jogo, Del Bosque diz que seu time já esperava um jogo difícil contra o Iraque

Parker marcou 2 vezes e deixou Papai Joel "very" contente!

As reações de Joel Santana na vitória da África do Sul sobre a Nova Zelândia. Caretas, sorrisos, gritos e muitos gestos. Técnico da seleção anfitriã faz caras e bocas durante o jogo.

Agora o pessoal do Sportv resolveu tirar onda... foi ao ar ontem no Redação Sportv. Pelo menos o Joel diz coisa com coisa... o Ânderson, nem isso...

Jogador do time de base que treinou com a Seleção fala sobre o encontro com os ídolos

Melhores momentos: Estados Unidos 0 x 3 Brasil. Seleção brasileira tem boa atuação, domina o jogo desde o início e vence a equipe americana com facilidade.

Análise tática do 2º gol do Brasil frente aos Estados Unidos

Itália 0x1 Egito - Melhores momentos. Com um gol de cabeça de Mohamed Homos, egípcios surpreendem a Azurra

Lamentável: Após dividida, Gattuso cai e deixa a cueca à mostra, aos 52 segundos do 2º tempo

Capa da Gazetta Dello Sport de hoje ironizando o desastre italiano ante Os Faraós: As múmias somos nós !

Em dia de folga, jogadores da seleção fazem safari na África do Sul

Iraque 0x0 Nova Zelândia - melhores momentos
O empate eliminou o Iraque e o fato de ter sido sem gols marcou o fato de as equipes saírem do torneio sem terem feito um sequer um golzinho... Lamentável !

África do Sul 0x2 Espanha - Melhores momentos
Com o empate do Iraque, a derrota da África do Sul acabou não tendo impacto para sua passagem às semis da Copa. Os Bafana Bafana resistiram bem por 45 minutos mas entregaram a rapadura nos 45 minutos finais. A Espanha jogou pro gasto - David Villa e Llorente marcaram os gols da Fúria.

O Brasil hoje enfrenta a Itália num clássico de gigantes, que reúne, "apenas", os campeões de metade das Copas até aqui. Coincidentemente, o jogo acontece na data do aniversário do tri do Brasil em 1970. Os times também decidiram outra Copa, a de 1994, também com vitória do Brasil. Mas até hoje, no mesmo duelo, também lembramos com tristeza do desastre do Sarriá em 1982 e do carrasco Paolo Rossi. Em 1978, ganhamos a decisão do 3° lugar dos malledetto com um golaço de Nelinho. Agora, o duro é engolir o Felipe Mello afirmando que não sabe nada da Copa de 1970... batráquio...
21 de julho de 1970 - Cidade do México, Estádio Azteca
Árbitro: Glöckner (Alemanha Oriental) - Público: 108 000
Pelé 18'(Brasil), Boninsegna 37' (Italia), Gérson 65' (Brasil), Jairzinho 70' (Brasil), Carlos Alberto 86' (Brasil)

Curiosidades de Brasil x Itália na Copa de 70

Brasil x Itália: a decepção na Copa de 82

Brasil x Itália: pênaltis e tetra na Copa de 94

Felipe Mello afirma que nunca viu imagens da partida histórica para o Brasil

Brasil e Itália em campo nove títulos mundiais, relembre alguns confrontos

Dunga afirma que joga para vencer e não dar espetáculo

Antes do jogo entre BrasilxItália, Joel Santana declarou que esperava enfrentar o Brasil nas semifinais da Copa das Confederações

Melhores momentos: Egito 0 x 3 Estados Unidos pela 3ª rodada. Seleção africana decepciona, é goleada e está fora da competição. Com a vitória, a equipe americana surpreendeu e terminou em segundo lugar no Grupo B avançando às semifinais do torneio.

Melhores momentos: Itália 0 x 3 Brasil pela 3ª rodada. A Seleção Canarinho jogou bem, goleou, e garantiu o primeiro lugar no Grupo B. A Azzurra está eliminada da competição. Luís Fabiano marcou 2, sendo que o segundo foi um primor de jogada coletiva envolvendo ele, Kaká e Robinho. O Júlio César fez defesas importantes no 2° tempo mas o Robinho matou de raiva no ataque, predendo muito a bola. No final, a Itália partiu pro desespero mas vai ter que voar de volta pra casa. Os campeões do mundo estão fora. Por outro lado, o Brasil, que ainda não tomou cartões na competição, parte para pegar a África do Sul de Papai Joel possivelmente sem Lúcio e sem Juan, baixas do combate de hoje.

Menino se lambuza com sorvete no jogo entre Brasil e Itália pela Copa das Confederações. Papai Galvão não gostou.

Capa da Gazzetta Dello Sport após a derrota para o Brasil - Derrubados ! Bastava marcar 1 gol mas tomamos 3 em 8 minutos. A um ano do Mundial, é hora de mudar tudo !

Sensacional ! Funcionárias do hotel da seleção brasileira fazem homenagem na despedida dos jogadores. Esse é o espirito do futebol e da seleção brasileira, embaixadores do esporte bretão pelo mundo.

Seleção brasileira encanta na Copa das Confederações

Joel Santana defende o inglês boleiro: "Brasileiro gosta disso, de tirar sarro. Tem cara fazendo um monte de besteira, mas usa ravatinha e tem uma pastinha na mão, como brasileiro gosta"

O inglês de Joel Santana - legendas corretas

Dunga fala sobre o jogo contra a África do Sul

Joel Santana conta com o apoio da torcida e das vuvuzelas contra o Brasil

Joel Santana fala das cornetas que fazem barulho nos estádios sul-africanos

Reportagem da Revista Época - Copa do Mundo pode levantar o moral da África do Sul - André Fontenelle afirma que Copa do Mundo pode levantar o moral da África do Sul. Mesmo jogando em casa, o país tem pouca chance na Copa de 2010. Mas é possível que ganhe algo mais valioso: um sentimento de união nacional. E se isso acontecer, ter sediado a Copa terá valido a pena. O difícil vai ser concorrer com outros esportes, como o rúgbi, que apesar de ser mais elitizado no país, tem uma tradição de resultados para o país.

Animada pelada é atração em Soweto. Infelizmente, nosso amigo Ramires declarou que não sabia nada sobre o lugar... mais um da escola Felipe Mello de História...

Símbolo de resistência, Soweto cultiva futebol e liberdade

Ramires: Todo mundo quer se firmar na seleção brasileira

Ramires conquista confiança dos torcedores da seleção

Lúcio vive grande fase na seleção brasileira

Seleção brasileira se prepara para jogo contra donos da casa

Seleção brasileira se impressiona com estádio na África do Sul. Num treino antes de enfrentar a África do Sul, a seleção brasileira ficou impressionada com o Orlando Stadium, no bairro de Soweto. Os jogadores não conheciam a história do lugar contra o Apartheid. Esse local não será usado na Copa.

Joel Santana encontra Nelson Mandela

Mandela - Em Cartaz no Telecine Cult - Chamada de divulgação do documentário sobre a história de Nelson Mandela.

More than just a game - Trailer - Contado através dos relatos de 5 prisioneiros, esta é a história de ativistas políticos enviados para a prisão de Robben Island nos anos 60 pelo dirigentes do regime do Apartheid. Eles superam a prisão criando uma liga de futebol e dando vazão ao seu comprometimento e disciplina através cdo esporte. Sensacional.

Você gosta de Vuvuzela? Apesar dos velhinhos da FIFA a acharem chata, a corneta tocada pela torcida sul africana tem Joel Santana como defensor. O que é a que FIFA vai querer proibir mais ? Que os torcedores gritem os nomes dos jogadores ?

Brasil e o bairro de Soweto, na África do Sul, tem a mesma paixão: o futebol

As famosas `vuvuzelas` africanas

Melhores momentos - Semifinal: Espanha 0x2 EUA - Seleção espanhola domina o jogo, mas americanos aproveitam as chances e conquistam a vaga na final. Bradley e Dempsey marcaram com falhas imperdoáveis de Casillas e Sergio Ramos. Estas são as seleções com maiores marcas de invencibilidade, segundo a Fifa: BRASIL: 35 jogos entre dezembro de 1993 e janeiro de 1996. Espanha: 35 jogos entre fevereiro de 2007 e junho de 2009. Argentina: 31 jogos entre fevereiro de 1991 e agosto de 1993. Hungria: 31 jogos entre junho de 1950 e julho de 1954. A FIFA considera jogos decididos nos pênaltis como empate.


Técnico da Espanha diz que todo o grupo é culpado pela derrota para os EUA

Bob Bradley comemora vitória sobre a Espanha e pensa em conter a euforia para a final

Jornais sul-africanos destacam a vitória dos EUA sobre a favorita Espanha

Zebra americana na Copa das Confederações é destaque na imprensa brasileira

África do Sul está confiante em jogo contra o Brasil. Joel Santana fala sobre as expectativas no jogo.

Dunga e Joel Santana juntos no Vasco em 1987

Joel Santana elogia o Brasil e se desentende com jornalista em coletiva

Depois de Zico, Autuori, Didi e Parreira, seleção encara Joel Santana

Imprensa destaca semifinal da Copa das Confederações entre Brasil e África do Sul

Garoto brinca com a bola antes de Brasil e Africa do Sul

Vuvuzelas ganham versão 'mini', mas barulhentas para o jogo contra o Brasil

Freddie Maake, conhecido no país pelo apelido de Saddam é o pai da criança: Saddam criou a primeira versão da vuvuzela em 1988, inspirado em uma corneta de bicicleta. O modelo, que existe até hoje em sua casa, era feito de alumínio e foi imediatamente vetado de estádios do país pela polícia. O nome vuvuzela tem significado de 'soprar' em algumas das muitas línguas oficiais da África do Sul, como zulu e northern sotho. Nunca recebeu nenhum centavo por elas, nada. E ainda usam o nome que ele inventou. Mais aqui


Lancenet - Antes do jogo, Lúcio lê mensagem contra racismo
Antes do jogo de hoje pela Copa das Confederações, como tem sido praxe em toda competição FIFA, os capitães das seleções do Brasil (Lúcio) e da África do Sul (Mokoena)leram mensagem contra racismo.

- Em nome da Seleção Brasileira rejeitamos o racismo... Prometemos nos empenhar para esse objetivo. Pedimos a todos que se juntem a nós contra todas as ações de racismo - afirmou Lúcio, em mensagem propagada pelos auto-falantes do Estádio Ellis Park de Johanesburgo.

- Todas as pessoas desse mundo são responsáveis por ajudar a acabar com a discriminação. Diga não ao racismo - disse Mokoena.

Logo após a execução dos hinos nacionais, os jogadores brasileiros e sul-africanos posaram juntos no meio do gramado com uma faixa com as seguintes inscrições: "Não ao racismo."

Melhores momentos de Brasil 1 x 0 África do Sul pelas semifinais da Copa das Confederações. Daniel Alves sai do banco de reservas, a estrela de Dunga brilha e, de falta, o baiano faz o gol da vitória brasileira aos 42 minutos do segundo tempo.

Com belos estádios, Joanesburgo, na África do Sul, sofre fora de campo. A maior cidade do país sofre com a violência, estupros e problemas nos principais serviços.


Joel lamenta gol do Brasil no fim do jogo. Mais uma entrevista em inglês shakespeariano do melhor treinador da Copa. Galvão traduz.

Joel Santana reconhece que seleção da África jogou de igual para igual com o Brasil

África do Sul, felicidade só nas arquibancadas. Professor de história, Maurício Parada comenta realidade do povo africano e aponta semelhanças com o Brasil.

Daniel Alves: `Sou um abençoado`

Kaká diz que pediu a Daniel para caprichar na `bola do jogo`

Daniel Alves fala do gol que deu a vitória à seleção brasileira

Júlio César, Maicon, Felipe Melo e Daniel Alves comentam sobre o gol que classificou a seleção brasileira para a final da Copa das Confederações

Daniel Alves: de reserva à herói da seleção brasileira

Joel Santana: o comandante brasileiro da África do Sul

Brasil tenta quebrar tabu na Copa das Confederações. O time de Dunga quer quebrar a escrita de que quem vence a Copa das Confederações não se torna campeão mundial.

Imprensa sul-africana elogia a atuação da seleção nacional contra o Brasil

Galvão Bueno e Tino Marcos falam das expectativas para a final da Copa das Confederações

Em 1994, deu muito trabalho bater os EUA de Toni Meola e Alexi Lalas. O gol de Bebeto veio com o Brasil já com dez em campo devido à expulsão de Leonardo por uma cotovelada-kickboxer em Tab Ramos. Foi um dos dois jogos da Copa em que Romário não fez gol. Mas o passe dele pro chorão foi genial e rendeu um comentado "Eu te amo, cara" na comemoração!

Gol de Bebeto (narração de Galvão Bueno)

Bebeto relembra os bastidores do jogo entre Brasil x EUA na Copa de 1994

EUA querem surpreender o Brasil na final da Copa das Confederações

Espanha 3 x 2 África do Sul - decisão do 3º lugar
Joel colocou Mphela em campo e ele marcou. A Espanha empatou e virou com gols de Guiza,também vido do banco durante a partida, aos 42 e 45 do 2° tempo. Mphela, numa cobrança de falta espetacular, pôs os Bafana Bafana de volta ao jogo. Mas na prorrogação não deu... Xabi Alonso, meio sem querer marcou o gol do desempate e garantiu para os espanhóis o 3° lugar na competição para a Fúria.

Joel Santana comenta em inglês oxfordiano a derrota da África do Sul para a Espanha

Charge Espetacular: Obama e Lula falam sobre a final da Copa das Confederações

Veja (01JUL2009) - Conversa com Joel Santana
"Querem sentir meu sentimento"

Uma entrevista concedida pelo técnico carioca Joel Santana, que treina a seleção sul-africana de futebol, se tornou um sucesso na internet. O motivo foi o inglês sofrível de Santana, que depende desse idioma para comunicar-se com seus jogadores e com a imprensa local

Joel Santana?
A madame fala português, né?

Como é?
Ah, oi, pode falar, querida.

Você sabia que suas entrevistas em inglês são um sucesso na internet?
Cada um tem sua opinião. Quando a crítica é construtiva, coloco no meu currículo. Quando não, procuro nem saber.

Você já recorreu a intérpretes?
Trabalhei na Arábia Saudita, nos Emirados Árabes e no Japão. Nos Emirados Árabes, não tinha intérprete. Usava o inglês e nós nos entendíamos muito bem. A língua do futebol é mundial.

Não tem dificuldade em falar com os jogadores sul-africanos?
Com eles, está tudo certo. Os jornalistas daqui também não se importam com o meu inglês. Querem é sentir o meu sentimento. O problema é a imprensa internacional. Para falar com eles, eu uso intérprete.

Deve ser difícil pronunciar nomes sul-africanos, como o do seu assessor Matlhomola Morake.
Eu falo sem dificuldade. Tenho jogadores chamados Tshabalala, Steve, Parker… Geralmente, falta uma letra, uma palavra, mas a gente se comunica.

Você está fazendo um curso de inglês?
Tenho uma professora particular, mas tive de cancelar as aulas por causa da Copa das Confederações.

Vai continuar dando entrevistas em inglês?
Com certeza.

Confira a festa de encerramento da Copa das Confederações

Filho de Marc Foe faz homenagem ao pai, morto durante a Copa das Confederações, em 2003

Melhores momentos: Estados Unidos 2 x 3 Brasil pela final da Copa das Confederações

Jogadores da seleção brasileira comemoram o título da Copa das Confederações

Emocionado, Lúcio festeja gol da vitória e título da Copa das Confederações

Seleção brasileira se destaca na premiação da Copa das Confederações. Kaká é eleito o melhor jogador da competição, Luís Fabiano, artilheiro com cinco gols, recebe a chuteira de ouro e Brasil ganha o troféu fair play.

Esquema da seleção brasileira se compara ao Brasil de 82

Imprensa brasileira destaca conquista da Copa das Confederações

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Leonardo (Milan) na Veja - 01JUL2009

Veja - 01JUL2009 - Bolas murchas em gestão - por Kalleo Coura

O técnico do Milan diz que falta profissionalismo aos clubes brasileiros, que não existe substituto para Ricardo Teixeira na CBF e que a Copa deve ser mais do que uma festa.

Não há, no futebol brasileiro, trajetória como a do ex-jogador Leonardo. Ex-garoto-prodígio do Flamengo no período áureo de Zico, ex-meia do São Paulo quando o time conquistou o segundo Mundial Interclubes e tetracampeão com a seleção brasileira em 1994, ele começou aos 22 anos seu giro pelo mundo. Morou na Espanha, contratado pelo Valencia; no Japão, pelo Kashima Antlers; na França, pelo Paris Saint-Germain; e, finalmente, na Itália, pelo Milan, onde jogou por sete anos. Em 2003, pendurou as chuteiras, mas não tirou o time de campo: aprendeu sobre gestão e foi por seis anos executivo do clube milanês. Agora, aos 39 anos, acaba de ser nomeado o seu novo técnico. Antes dele, só Vanderlei Luxemburgo e Luiz Felipe Scolari haviam comandado equipes de porte semelhante na Europa. A VEJA, Leonardo falou das deficiências do futebol brasileiro, da Copa de 2014 e, claro, de seu percurso.

O senhor tornou-se treinador do Milan num momento complicado: o zagueiro Maldini acaba de encerrar a carreira, Kaká foi vendido ao Real Madrid, Ronaldinho Gaúcho passa por uma fase ruim e o clube anunciou que terá de reduzir em 30% a verba destinada ao salário dos atletas. Como pretende lidar com isso? Depois de um ciclo de oito anos com o Carlo Ancelotti (ex-treinador do Milan) no comando, é normal que haja agora um momento de reestruturação. Na Itália, os estádios estão arrecadando um quinto do que se arrecada na Alemanha ou na Inglaterra e os clubes gastam até 70% do orçamento com o pagamento de jogadores. Como não é possível reduzir salários, estamos reduzindo nosso plantel. Atletas jovens com muita fome de jogar terão de aparecer. Não há outro jeito.

Kaká fará muita falta ao time? Ele faria falta em qualquer time. Estamos falando do melhor jogador do mundo. O Kaká tem uma objetividade e uma efetividade impressionantes. É fisicamente muito forte e, além disso, carismático. E olhe que já mantém tudo isso há seis anos. Uma coisa é ser um fenômeno durante um ou dois anos. Outra é jogar no mais alto nível durante dez anos seguidos. O Kaká conseguirá esse feito.

O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, que também é dono do Milan, disse que o desempenho do partido dele nas eleições europeias foi prejudicado pela venda de Kaká. É verdade que ele pediu ao Real Madrid e ao jogador que postergassem o anúncio da venda? Sinceramente, não sei. Esse assunto é muito complicado... Acho que a devida distância entre o clube e a política vem sendo mantida. O clube tem vida própria, independência e também um gestor do dia a dia, que é o (vice-presidente) Adriano Galliani.

Berlusconi culpou publicamente o ex-técnico Ancelotti pelo fraco desempenho do time no campeonato italiano. Ele é um patrão difícil? Não. Ele é um sonhador. É um presidente atuante e apaixonado – é torcedor do Milan desde que nasceu e gosta de ver a equipe vencendo com um jogo bonito. Minha relação cotidiana será com o Galliani, mas, quando for preciso, conversarei com Berlusconi também. Já jantamos juntos. Meu relacionamento com ele é ótimo, mas é apenas profissional.

O envolvimento de craques brasileiros em confusões fora de campo afeta a imagem dos atletas do país na Europa? A imagem, propriamente, não. Até o começo da década de 90, ninguém queria saber de nossos jogadores na Europa. Foi só nos últimos dez anos que Ronaldo, Kaká, Ronaldinho, Adriano, Robinho e Roberto Carlos passaram a fazer parte de todas as listas de melhores do mundo – e os brasileiros tornaram-se uma referência nos gramados da Europa. Ao mesmo tempo, o futebol cresceu como indústria e esses jogadores começaram a ser vistos como estrelas, quase como os Rolling Stones ou o Tom Cruise. Não é fácil equilibrar essa nova dimensão com o esporte. O problema é que esporte é rendimento. E, se você perder o autocontrole e o foco, no dia seguinte já não será o mesmo. Veja o caso do Adriano: ele tem apenas 27 anos e está jogando no Flamengo, longe de um grande centro do futebol, portanto. Com essa idade, deveria estar na Itália ou na Espanha – e não está.

Como o senhor investiu o dinheiro que ganhou durante a sua carreira de jogador? Em imóveis e ações. Levo uma vida ótima, mas não cara. Não gasto muito, não.

É verdade que houve um período em que o senhor quis se desfazer de seus bens e chegou a doar parte deles a amigos? Isso foi quando eu tinha por volta de 30 anos, durante meu primeiro período na Itália. Passei por um momento psicologicamente ruim. Sentia culpa ao comprar roupas, ao comer em restaurantes caros. Em vez de me darem prazer, essas coisas me deixavam mal. Acho que tive uma depressão.

Teve sintomas físicos? Principalmente insônia. E também taquicardia.

De que tipo de bens o senhor se desfez? Relógios, carros, móveis? Sim, eu me desfiz de muita coisa. Minha casa em Milão ficou praticamente vazia. Não tinha nem computador mais. Quando precisava, pedia para usar o dos outros. Foi um momento de desequilíbrio emocional mesmo. Fiz terapia durante três meses. Minha ex-mulher, Beatriz, e os meus pais foram os que mais me ajudaram nessa fase. Também comecei a ler livros de filosofia e psicologia. Desse período nasceu a Fundação Gol de Letra (entidade de apoio a crianças carentes, que ele criou junto com o ex-jogador Raí). Mas até hoje não gosto de tocar nesse assunto.

O senhor foi executivo do Milan durante seis anos. Por que, na sua opinião, enquanto
times como o Arsenal da Inglaterra chegam a lucrar 60 milhões de euros numa temporada, o Flamengo, por exemplo, só tem dívidas? O que há de errado no futebol nacional?
O futebol brasileiro está fora do mercado. A atual estrutura dos clubes – associações sem fins lucrativos, geridas por um conselho que nem se sabe mais para que serve e por presidentes com mandato de três anos – não funciona. Que clube hoje no Brasil planeja seu futuro? Nenhum. A maioria está quebrada, tentando levantar dinheiro para pagar as contas do mês seguinte. É preciso buscar novas soluções.

Por exemplo? Transformar todos os clubes em empresas e vendê-los a grandes investidores. Hoje, o Flamengo dá prejuízo e nada acontece. Mas, se alguém tiver de pagar a conta, a situação pode mudar – talvez o clube passe a ser lucrativo.

E como os clubes se sustentariam? Com as suas marcas, é claro. As fontes de renda de um clube são: licenciamentos, merchandising, venda de ingresso para torcedores e venda de direitos de transmissão para a televisão. Se o clube melhorar sua gestão, tudo isso vai sair mais caro e, assim, render mais. Grandes empresas vão bater à sua porta, para patrociná-lo, como fazem aqui com o Milan. Se a Dolce&Gabbana não vier, a Armani virá no dia seguinte. Se não vier a Audi, talvez venha a Mercedes. Agora, quando você pensa no Flamengo, para ficar no nosso exemplo, qual o primeiro adjetivo que vem à cabeça? Tenho certeza de que é algo relacionado a insucesso. Por isso nenhuma marca quer se juntar a ele e é um trabalhão conseguir patrocinadores.

O fato de a CBF ter o mesmo presidente há vinte anos ininterruptos interfere no processo de modernização dos clubes? O Ricardo Teixeira não é o culpado por essa situação. Afinal de contas, são os clubes que votam nele. O Ricardo Teixeira sairia para dar lugar a quem? O fato é que não existe gestor para substituí-lo. Claro que a sua permanência contribui para a manutenção da atual estrutura do futebol brasileiro. Mas o quadro só vai mudar quando os clubes acordarem.

De onde surgiu o seu interesse pela gestão esportiva? Durante toda a minha carreira, negociei as cláusulas de meus contratos, administrei minhas finanças e fiz meus próprios investimentos, sem intermediários. Pensava muito mais em ser gestor do que em ser treinador quando parasse de jogar. Então, depois de várias conversas, dei indicações a Berlusconi e a Galliani de que era esse o caminho que queria seguir. Também fiz cursos de gestão, um deles na universidade italiana Luigi Bocconi (uma das mais prestigiadas escolas de administração da Europa). Gosto tanto de gestão que acho que este período como treinador será apenas um parêntese na minha carreira de administrador.

Acha que Ronaldo, o Fenômeno, deve ser convocado para a Copa do ano que vem? Depende do rendimento dele. Ele é mais do que um jogador de futebol, é um símbolo. Se conseguir equilibrar o que representa fora de campo com a atuação nos gramados, ele se tornará uma peça muito importante. O Brasil inteiro quer vê-lo vestindo a camisa da seleção. Se ele tiver a mínima condição de jogar, acho que deve estar entre os quatro atacantes convocados. Não temos um ataque pronto ainda na seleção. Se tivéssemos, talvez o Ronaldo não tivesse chance de ser convocado. O Adriano ainda está se recuperando e o Alexandre Pato está se desenvolvendo. Talvez o Luís Fabiano hoje esteja melhor, mas ainda falta algo no conjunto.

O Brasil está preparado para sediar a Copa? Claro que temos inúmeras dificuldades. Há muita coisa a ser feita, mas não tenho dúvida de que somos capazes de organizar uma boa Copa. Agora, se quisermos fazer do torneio só uma festa, não evoluiremos. Os melhores estádios da Europa são os alemães, onde os jogos da Copa de 2006 foram realizados. Hoje, graças ao fato de serem arenas multifuncionais, o faturamento deles é até cinco vezes maior do que antes da competição. Se tivermos um projeto parecido, não só o esporte pode ganhar um impulso forte, mas o Brasil como um todo também. Precisamos modernizar não apenas estádios, mas aeroportos, estradas, hospitais. A Copa tem de ser encarada como um investimento nacional.

Em quase vinte anos de carreira, o que o futebol lhe deu de melhor? O futebol me proporcionou morar em vários países e conhecer diversas culturas. Morei na Espanha, no Japão, na França e na Itália.
Os fãs japoneses são bastante diferentes dos brasileiros, não?
São muito diferentes. Quando morei lá, eram principalmente mulheres. Ficavam na porta da minha casa, me davam presentes e choravam quando me viam. Algumas meninas apareciam todas as semanas e ficavam lá o dia inteiro, mesmo chovendo torrencialmente. Não adiantava pedir que fossem embora – elas continuavam lá, na chuva. Não queriam nada em troca, além de demonstrar carinho. Ganhei muitos presentes: objetos ligados à cultura budista, camisas, origamis, cartões e até um carro. Não pude recusá-lo, seria considerado mal-educado. Até hoje sou admirado por lá. No Ocidente, a fama passa. No Japão, permanece.

E a torcida italiana? É tão passional quanto a brasileira? É diferente. Os torcedores italianos são mais bem informados do que os brasileiros. Eles sabem a escalação, conhecem táticas e estão inteirados sobre as características de cada jogador. No Brasil, não é tanto assim. Em contrapartida, a expressão da paixão do torcedor brasileiro não se compara com a de nenhum outro. Nenhum estádio do mundo proporciona a emoção de um Maracanã ou Morumbi lotado. É uma sensação indescritível.




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Felipão no GloboEsporte.Com



Globo Esporte.com - Felipão revela como resolveu ‘briguinha’ entre Rivaldo e Ronaldo em 2002

O técnico Luis Felipe Scolari, atualmente à frente do Bunyodkor, do Uzbequistão, abriu o verbo em entrevista ao Colunista de “O Globo”, Renato Maurício Prado. Felipão analisou o trabalho de Dunga na seleção brasileira e lembrou de alguns casos de quando ele era o comandante do Brasil. Ele revelou, por exemplo, como solucionou o problema de relacionamento entre Ronaldo e Rivaldo na Copa de 2002. Clique aqui para conferir a entrevista (fechado para assinantes).

Scolari comentou também sobre Ronaldinho Gaúcho, a nova parceria de Kaká e Cristiano Ronaldo no Real Madrid, e, claro, sobre Romário. O treinador deu mais detalhes sobre sua decisão de não levar o Baixinho para o Mundial.

O técnico disse que pretende voltar ao Brasil daqui a um ano e meio e comandar alguma equipe por mais dois anos. Ele já adiantou que não tem a menor chance de assumir o comando da seleção na Copa do Mundo de 2014.

- Deus me livre! Estou fora.
Dunga
- Acho que o Dunga está indo muito bem. Começou um pouco inseguro, o que é natural, pois não tinha experiência. Mas foi se firmando e acredito que possa fazer uma boa Copa. O seu momento mais difícil foi às vésperas daquele amistoso do fim do ano, contra Portugal. Curiosamente, aquela goleada de seis marcou o início da arrancada do Dunga para cima e a do Carlos Queiroz (técnico de Portugal) para baixo.
Importância de Jorginho na seleção
- Há uma peça fundamental para o sucesso do trabalho do Dunga: o Jorginho. E nem é tanto pelo fato de já ter sido técnico, mas por conseguir dar ao Dunga um equilíbrio que dificilmente ele teria caso estivesse sozinho ou com outro assessor que não fosse tão próximo e calmo. Se não houvesse o Jorginho, o Dunga, com certeza, já teria explodido e mandado tudo e todos para o inferno.
Ronaldinho Gaúcho
- Não sei se Ronaldinho Gaúcho vai voltar à seleção. Para mim, antes de mais nada, ele precisava perder quatro quilos, voltar a treinar e jogar com a vontade e a gana que na seleção, antes e durante a Copa de 2002 e nos seus primeiros anos de Barcelona. Com a saída do Kaká, ele tem uma boa oportunidade de mostrar que é capaz de liderar o Milan. Mas precisa emagrecer e recuperar o tesão pela bola.
Ronaldo x Rivaldo
- Quem foi o jogador mais importante da Copa de 2002? Rivaldo, disparado! O Ronaldo foi espetacular, fez gols decisivos e tudo mais, mas o cara que desequilibrou foi o Rivaldo. Eles tinham uma briguinha particular naquela seleção.
'Briguinha' entre os dois na Copa de 2002

- Um queria sempre fazer mais gols do que o outro. Por isso, muitas vezes não passavam a bola, mesmo quando esta era a melhor opção para o time. Um dia, perdi a paciência, chamei os dois, tranquei no vestiário e disse: "Ou vocês acabam de vez com essa frescura, ou vai jogar um só. E eu ainda não decidi quem será". Falei e fui me embora. Deixei os dois trancados lá. Aí o Rivaldo virou-se para o Ronaldo e disse: "Olha, é melhor a gente se ajeitar mesmo. Esse cara é maluco e é capaz mesmo de barrar um de nós dois". E acabou de vez aquela bobajada.
Fenômeno no Corinthians
- Ronaldo é fora de série. Mesmo estando uns sete ou oito quilos acima do peso com que jogou a Copa de 2002, ele ainda faz a diferença na hora da verdade. Os gols que marcou na final do Paulista foram típicos de um extra-classe. E, no primeiro jogo das finais da Copa do Brasil, contra o Inter, fez a mesma coisa. Se ele perder uns quatro quilos, nem tem o que discutir. Tem que ser convocado e jogar a Copa. Ele é o tipo de cara que só de olhar, o adversário já treme.
Romário
- Romário também era um cara assim. Só não o levei na Copa de 2002 porque ele traiu a minha confiança. Foi depois da Copa América em que perdemos até do Panamá ou de Honduras, não me lembro, e eu estava por um fio. Eu e o time precisávamos do apoio naquela hora e aí surgiu a história da tal operação no olho. Num primeiro momento, me conformei, afinal, tratava-se de um problema de saúde. Mas, depois, o que eu soube? Que ele não ficou de repouso coisa nenhuma: foi fazer amistosos com o Vasco para ganhar uma grande em dólares. Aí, perdi a confiança nele e ele perdeu a Copa.
Possível interferência de Ricardo Teixeira
- O presidente Ricardo Teixeira nunca me pediu para convocar o Romário. Disse: "A decisão é sua. O que você decidir, está decido. Vou te apoiar, mas se você perder a Copa, vai ter que explicar para a torcida". E eu banquei a não convocação. Depois dessa conversa, teve um momento que eu cheguei a balançar. Foi quando ele foi para a TV chorar de dizer que queria disputar o último Mundial. Eu já estava emocionado e quase voltando atrás, quando entrou em cena o Eurico Mirando falando um monte de barbaridades, me xingando disso e daquilo e fazendo ameaças. Aí percebi que era tudo um circo armado para me pressionar e desisti, definitivamente, de levar o Romário.
Kaká e Cristiano Ronaldo
- Kaká é um jogador raro em todos os sentidos. Pelo que faz em campo e fora dele. É uma joia rara esse rapaz. Com toda fama e dinheiro que já ganhou, continua a se entregar em campo como se fosse um juvenil. Tenho certeza de que ele e o Cristiano Ronaldo vão se dar bem juntos. O Cristiano não tem nada a ver com aquela imagem de marrento que todos têm dele. Aposto que ambos serão grandes amigos. O problema do Real Madrid é o Raúl. Ele já é um veterano e continua a ser o "dono do vestiário". E ai de quem ele não gosta. Inclusive o técnico.
Problemas no Chelsea
- Os verdadeiros donos do futebol hoje em dia são os jogadores. O técnico, na maioria dos clubes europeus, não tem força para contrariá-los. Quem os clubes vão preferir mandar embora? Claro que os demitidos são sempre os técnicos. Os principais jogadores já perceberam isso. Esse foi meu problema no Chelsea. O Drogba, o Ballack e o Cech não aceitavam os meus métodos de treinamentos nem minhas exigências.
Saída após o título de 2002
- Não tinha decidido sair da seleção. Se a CBF tivesse aceitado as minhas sugestões, teria ficado. Eu queria mais ingerência nas seleções de base. Queria que os meus auxiliares acompanhassem os treinos e torneios para que pudessem me avisar do potencial que a garotada tinha para substituir os campeões do mundo, que eu já sabia que não teriam como chegar bem em 2006. Eu queria dirigir o time olímpico em Atenas, mas o Ricardo foi contra alegando que já tivera problemas com isso antes, com o Vanderlei. Aí perguntei para o Ricardo: "Se você fosse eu, ficaria ou aceitaria?". E ele disse: "Eu sairia". Foi o que eu fiz. Mas saí numa boa, sem ressentimentos.
Porque não voltou para seleção brasileira
- No dia da final da Copa de 2006, o Ricardo Teixeira me ligou querendo conversar sobre a minha volta. Marquei um encontro em Barcelona, mas, quando falei com a minha família, todos foram contra. Para não brigar, liguei para o Ricardo desmarcando e abrindo mão do convite. E ele foi atrás do Dunga.
Copa no Brasil em 2014
- Treinar o Brasil em 2014? Deus me livre! Essa vai ser a pior Copa para qualquer treinador brasileiro. Ninguém vai aceitar outro resultado que não seja o título. Ninguém admite passar outra vez por uma frustração como a de 1950. Pobre técnico...tô fora!
Uzbequistão
- Meu contrato é de um ano e meio, mas a cada seis meses vamos sentar e discutir. E tanto da parte deles como da minha, podemos decidir não continuar. Estão querendo que eu assuma a seleção, mas isso não está certo. O Rivaldo, que é o craque do nosso time, me garantiu que dá para fazer um trabalho legal, pois conhece o time sub-20 do país e me disse que há vários garotos bens de bola, com futuro.
Planos para o futuro
- Vou voltar dentro de um ano e meio. Aí trabalho mais uns dois como técnico e chega! Mudo de função ou me aposento. Chega de discutir com bandeirinha à beira do campo. O Palmeiras queria que eu assinasse um pré-contrato para quando eu voltar. Agradeci, mas não aceitei. Quando voltar, quero estar livre para decidir o que for melhor na ocasião. Houve um dirigente do São Paulo que ligou para o meu empresário querendo o meu telefone.
Os técnicos brasileiros
- Dos novos, gosto muito do Mano Menezes. Vejo futuro no Vagner Mancini e no Dorival Júnior. Mas estes precisam de uns três anos de bons trabalhos para se firmar entre os maiores, como o Vanderlei, Muricy, Autuori...
Vanderlei Luxemburgo
- Técnica e taticamente, o Vanderlei é o melhor. Mas costuma misturar muito as coisas dentro de fora de campo. Eu não consigo engolir essa de história de treinador querer ganhar comissão em cima de atletas que ele revelou ou indicou e que depois foram vendidos. Dá margem a milhares de insinuações. Nunca fiz, nem faria. Se ele se concentrasse no que é melhor, teria ainda mais sucesso. Mas essa é apenas a minha opinião. Ele é maior de idade, bem-sucedido, faz o que quiser.
Lunático
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