segunda-feira, 7 de setembro de 2009

'Quero voltar à seleção', avisa Roberto Carlos

Primeiro, recorde o lance fatídico - e tente responder à pergunta do locutor argentino: donde estaban los marcadores ? Minha pergunta é donde estaba Roberto Carlos ?


VEJA.com | Futebol - por Rafael SbaraiUma ajeitadinha na meia durante a partida Brasil x França, na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, sepultou 15 anos de serviços prestados por Roberto Carlos à seleção brasileira. O lateral foi condenado por parte da crônica esportiva - e também por alguns torcedores - porque, ao invés de arrumar a meia, deveria supostamente marcar o atacante adversário Henry, que marcou o gol que desclassificou o Brasil e afastou a seleção do hexacampeonato. Acuado, o brasileiro disse que era o fim de sua era no time nacional. Três anos depois - e faltando nove meses para o Mundial da África do Sul -, ele revela em entrevista a VEJA.com que quer voltar a vestir a camisa amarela (os leitores podem dar sua opinião sobre o retorno ). O jogador terá 37 anos à época da Copa.

Defendendo o Fenerbahce, da Turquia, Roberto Carlos contou também como pretende construir seu caminho de volta ao time agora comandado por Dunga, um ex-colega de seleção. O lateral revela ainda por que razão decidiu dizer adeus após a derrocada na Alemanha. Na verdade, são dois motivos: o locutor Galvão Bueno, da Rede Globo, e o colunista esportivo Renato Maurício Prado, do jornal O Globo. Ambos, segundo o jogador, o criticaram de forma dura e injusta pelo gol de Henry.

As recentes convocações da seleção mostram que Dunga ainda tem dúvidas na lateral-esquerda. Você acha que tem condições para brigar por uma vaga?
Isso só depende do Dunga. Tenho muito, mas muito interesse em voltar a vestir a camisa da seleção.

Mas dias após a eliminação da Copa de 2006 você garantiu que não iria mais jogar pela seleção.
Sim, tem razão. Mas eu falei que não jogaria mais pelo Brasil por um problema pessoal que tive com Galvão Bueno e Renato Maurício Prado, jornalistas bem conhecidos no país. Por isso, resolvi desistir de vestir a camisa verde-amarela. Não achava justo as duras críticas que recebia dessas pessoas.

Sobre o episódio de ajeitar as meias segundos antes do gol da França, na Copa de 2006, você se considera injustiçado?
Só a imprensa brasileira falou sobre o episódio. Foi uma história criada por dois jornalistas que não são profissionais. O lance do gol da França foi uma jogada normal. Depois dele, tivemos 50 minutos para marcar um gol. Não marcamos e fomos eliminados. Não me considero injustiçado, pois tenho 22 anos de carreira e vivi de glórias. Não são dois jornalistas que vão destruí-la.

Então, hoje, seleção faz parte de seu projeto profissional?
Sem sombra de dúvidas.

Sonha em disputar a Copa de 2010?
Em relação à Copa, ainda não sei. A competição acontece em junho do ano que vem e não sei das minhas possibilidades. Mas se eu voltar a jogar no futebol brasileiro em 2010, as chances aumentam. Na Turquia, sinceramente, fica mais complicado. Mas é meu pensamento disputar mais uma competição tão importante como a Copa.

Como você avalia o trabalho de Dunga na seleção?
Minha avaliação é bem positiva. Eu achava que as coisas ficariam mais difíceis após a eliminação precoce diante da França, em 2006. Logo, para projetar uma equipe forte e manter uma renovação, ficaria bem mais complicado. Mas vejo o Brasil em um excelente caminho, montando um elenco para as duas próximas Copas.

Se garantir a vaga para a Copa, o Brasil é o grande favorito?
Com certeza. Itália e Inglaterra também irão brigar se garantirem vagas nas Eliminatórias da Europa, pode apostar. Principalmente a Inglaterra, que tem um grande treinador, o Fábio Capello. Eles podem surpreender. Descarto a Espanha, que venceu a Eurocopa 2008, pois é complicado vencer duas competições seguidas de alto nível.

Quando você pretende abandonar os gramados? Quer ser treinador ou dirigente de clube?
Estou com 36 anos. Penso em parar aos 39. Além de jogar futebol, sou presidente de um clube no Brasil, o Ituano. Eu e o Juninho Paulista vamos comandar a equipe do interior paulista nos próximos cinco anos. Mas minha intenção é ser treinador. Descarto ser dirigente.

Voltando ao Brasil no ano que vem, você dará preferência a algum clube?
Meu contrato com o Fenerbahce termina em junho de 2010, bem perto do início da disputa da Copa. Quero voltar ao Brasil, mas não escolhi nenhum time. Tive um contato com o Fluminense há pouco tempo, mas o clube turco não autorizou minha saída. A imprensa brasileira fala em Corinthians pela minha amizade com o Ronaldo, e o Santos, clube de coração do meu pai. Mas também tem o Palmeiras, que me lançou para o futebol. Não tenho preferência, mas aviso: prefiro jogar na capital paulista.

Palpite para o próximo sábado: dá Brasil ou Argentina?
Aposto no Brasil: 2 a 1.

Lunático
6858km de futebol
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