quinta-feira, 13 de maio de 2010

Kaká desabafa sobre dores e diz que discute "Lost" com a mulhe


Kaká está otimista sobre a sua participação na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, mas os constantes problemas físicos seguem atrapalhando a sua preparação. Depois de conviver com uma pubalgia durante vários meses, fato que prejudicou sua primeira temporada no Real Madrid, o atleta agora tenta se recuperar das dores no adutor da coxa esquerda.
A preocupação é tanta que o brasileiro foi impedido pelo seu clube de participar de uma ação promocional de um dos seus patrocinadores. Em um evento realizado em Valência, que contou ainda com Rafa Marquez e Thierry Henry, ambos do Barcelona, a marca de lâminas de barbear Gillette criou uma competição em que, originalmente, os três atletas teriam de chutar bolas e tentar acertar um gol separado por um vão de aproximadamente 20 metros. Kaká apareceu de calça jeans e deixou a diversão apenas para o mexicano e o francês.


  • Kai Försterling/EFE
    Garoto-propaganga: Kaká participou de ação promocional com Rafa Marquez (c) e Henry (d)
  • Pedro Armestre/AFP
    Problemas físicos: O meia nega a cronicidade de suas lesões, mas admite que tem se poupado
  • EFE/MARCELO SAYAO
    Convocação: Kaká elogiou Ganso e Neymar, mas concordou com a coerência do técnico Dunga (f)

Mesmo com todo o cuidado, o jogador brasileiro prefere minimizar os riscos de que problemas físicos, principalmente a pubalgia, sejam algo mais grave e que, dessa forma, diminuam o seu rendimento durante a Copa.
"Saiu essa noticia que era crônica, mas não é verdade. A pubalgia nunca é crônica, ela melhora ou você opera. Não tenho essa cronicidade que falaram. Teve uma notícia, sem base, afirmando que realmente era um problema, mas acredito que não vou ter mais isso", desabafou Kaká, em entrevista exclusiva ao UOL Esporte.
Mas a menos de um mês para o início do Mundial na África do Sul, Kaká também tem outras preocupações fora de campo. Uma delas é estudar os candidatos para a eleição presidencial deste ano no Brasil. Já a outra tem provocado muitos debates na casa do jogador: o seriado "Lost", que terá seu último episódio exibido nos Estados Unidos, no próximo dia 23.
"Esse é um seriado que assisto com a minha esposa, e a gente fica debatendo muito, porque ficamos ali na curiosidade, sem saber o que é ou o que não é", revelou o atleta brasileiro.
Leia a entrevista:
UOL Esporte: Você tem sofrido diversos problemas físicos, principalmente de pubalgia. Como está essa questão atualmente?
Kaká: A minha segunda lesão não foi pubalgia, mas sim no adutor esquerdo. É uma coisa que eu tenho, mas que tenho feito manutenção e venho mantendo controle para não voltar a acontecer.
UOL: Esse problema então pode ser crônico?
Kaká: Saiu essa noticia que era crônica, mas não é verdade. A pubalgia nunca é crônica, ela melhora ou você opera. Não tenho essa cronicidade que falaram. Teve uma notícia, sem base, afirmando que realmente era um problema, mas acredito que não vou ter mais isso.
UOL: Durante a Copa do Mundo, se você tiver de ser substituído, qual seria o nome ideal para ocupar o seu lugar, mas sem que a equipe mude de característica?
Kaká: Hoje é o Júlio Baptista que tem entrado. Normalmente ele entra nessa função e, todas as vezes que foi necessário, conseguiu jogar bem, como na final da Copa América, contra a Argentina, quando ele marcou um gol lindo. Acho que a seleção agora tem várias formas para poder suprir algumas necessidades que vão aparecer.
UOL: As ausências do Neymar e do Paulo Henrique Ganso da seleção foram uma surpresa para você?
Kaká: Acho que cria essa surpresa porque é a convocação final para uma Copa do Mundo, mas são jogadores supertalentosos e, realmente, estão jogando muito bem. O Dunga, no entanto, sempre manteve a coerência de convocações e, agora, para o Mundial, não foi diferente.
UOL: Você continua acompanhando os jogos do São Paulo, mesmo morando na Espanha. Qual a sua avaliação sobre o trabalho do técnico Ricardo Gomes, que tem sofrido muitas pressões por parte da torcida do clube?
Kaká: Isso acontece. Futebol passa por momentos bons e ruins. O Ricardo esteve à beira de conquistar um Campeonato Brasileiro no ano passado e foi bem com o São Paulo. Agora esta aí, nas quartas de final da Libertadores. No momento que o time não joga bem, vai ser criticado. Trabalhei com ele na seleção sub-23 e é um treinador fantástico, superinteligente taticamente e é um cara dez com o grupo. Então, só tenho elogios a fazer ao Ricardo e desejar boa sorte na Libertadores para que ele leve o São Paulo a mais uma conquista.
UOL: Estamos em ano de eleição presidencial no Brasil. Você se interessa por este assunto e pretende votar?
Kaká: Tenho interesse, pois é o meu país. Estou seguindo alguns candidatos e ouvindo um pouco o que tem sido falado. Vou votar com certeza e ver o melhor candidato, em minha opinião, para escolher.
UOL: Você é um dos muitos fãs de "Lost". Tem algum palpite para o grande final da série?
Kaká: Estou acompanhando, mas não sei. Esse é um seriado que assisto com a minha esposa, e a gente fica debatendo muito, porque ficamos ali na curiosidade, sem saber o que é ou o que não é. Mas realmente é algo interessante, pois os produtores fizeram uma coisa muito bacana, que cria esse sentimento [de curiosidade] nas pessoas. É um seriado inteligente.




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