sexta-feira, 18 de outubro de 2013

coluna do Tostão - Atletas e máquinas

coluna do Tostão -  Atletas e máquinas

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O Cruzeiro jogou mal e perdeu as duas últimas partidas. O São Paulo, com boa marcação mais atrás, e o Atlético, com ótima marcação mais à frente, por pressão, anularam todas as jogadas do time celeste. Borges não pegou na bola, porque ela não chegava, nem ele se movimentava. Borges só joga se a bola chegar a ele, pronta, para finalizar. Assim, até eu, com quase 70 anos. O Cruzeiro começa a ter as dificuldades de quem é líder. Além de um possível relaxamento, os adversários se preparam melhor para vencê-lo, ainda mais o grande rival. Se Ronaldinho e Jô estivessem presentes, o Atlético teria chance de fazer mais gols.

Cuca, mais uma vez, pinçou o jogador certo, Fernandinho. Muitos treinadores conhecem futebol, têm informações. Cuca entende o futebol. Se o Atlético enfrentasse, em casa, o Bayern, hoje, o melhor time do mundo, teria boas possibilidades de vencer, pela pressão que faz no Independência. Seria possível o Atlético, em um jogo heroico, no Marrocos, repetir o que consegue fazer no Horto? É pouco provável, mas não é impossível.

Cada dia mais, os principais times, em todo o mundo, marcam por pressão. Isso não significa que seja a única maneira eficiente de marcar e vencer. Quando o time que pressiona não consegue desarmar, é um desastre, pois se abrem grandes espaços na defesa. Além disso, há um grande desgaste físico. As equipes jogam no limite, entre o esplendor físico e a exaustão. Por isso, e pelo grande número de jogos, ocorrem muitas lesões musculares, mesmo com todos os avanços da ciência esportiva, como o de dosar substâncias indicadoras desse cansaço. Para amenizar as lesões, os principais clubes possuem grandes elencos. Imagine, daqui algum tempo, a intensidade que terá um jogo de futebol. Vai se tornar outro esporte. Provavelmente, a razão das seguidas lesões musculares de Messi seja por ele ter jogado muito, durante anos, sem ser poupado. Parafraseando Charles Chaplin, não sois máquinas, atletas é que sois.

A vitória por 2 a 0 sobre Zâmbia ajudou Felipão na definição do elenco para a Copa. Pato e Lucas devem ficar de fora. Pato só tem pose e fama. Com isso, abre uma vaga do meio para frente. Se o Brasil ganhar a briga com a Espanha, Diego Costa pode ser uma opção. Mas ficam três centroavantes (Jô, Fred e Diego Costa). Prefiro Tardelli. Os reservas Lucas Leiva, Maxwell e Diego Cavalieri são quase certos. Lucas Leiva é melhor que Fernando. Falta mais um zagueiro. Dedé ganhou pontos. Há ainda os jogadores de sobreaviso, caso alguém se machuque.

 Jogo decisivo

Gosto mais do estilo do Cruzeiro atual do que o time celeste de 2003, e do Atlético da Libertadores. Mas, o Cruzeiro de 2003, por ter tido um cracaço, Alex, dez anos mais novo, e o Atlético da Libertadores, por ter contado com quatro jogadores com nível de seleção (Ronaldinho, Jô, Tardelli e Bernard), são superiores ao Cruzeiro atual.

Hoje é uma partida decisiva. Se o time celeste ganhar, independentemente dos resultados do Botafogo e de Grêmio, haverá uma grande tranquilidade e quase certeza do título.

Se o Cruzeiro perder mais uma vez, e um ou os dois times concorrentes vencerem, poderá haver uma desconfiança, um medo, uma intranquilidade, em relação ao título desse ano.


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