terça-feira, 9 de março de 2010

Coluna do tostao:A incoerência de Dunga

http://opovo.uol.com.br/opovo/colunas/tostao/957858.html


A incoerência de Dunga

Ronaldinho atuou mal, sob o comando de Dunga, porque estava mal nos clubes. Agora, é diferente

27 Fev 2010 

Nesta semana, assisti, no programa Bola da Vez, da ESPN Brasil, a uma ótima e bem humorada entrevista com o ex-craque Mazzola. Ele jogou a Copa de 58, pelo Brasil, e, a de 62, pela Itália. Na época, era permitido. Mazzola é comentarista da TV italiana. 

Dizem que Mazzola, antes da Copa de 58, já teria contrato com o Milan. Por isso, não teria se concentrado e perdido a vaga de titular para Vavá. Mazzola nega. Essa é uma das milhares histórias do futebol, negadas e/ou nunca confirmadas. A versão é sempre mais atraente e duradoura que o fato. Mazzola é cidadão brasileiro e italiano. Mais brasileiro que italiano. Falou que torce pelo bom futebol. Hoje, pelo Barcelona. 

Mazzola apontou Brasil, Espanha e Inglaterra como favoritas na Copa. Coloco Brasil e Espanha no primeiro grupo e, com um pouco menos chance, Inglaterra, Itália, Alemanha, Holanda e Argentina. Não desprezem a Argentina nem o técnico Maradona. 

O futebol mudou. O Brasil, que sempre teve muitos craques no meio-campo (volantes e clássicos meias armadores), não tem um excepcional jogador nessa posição, convocado ou não. Kaká, Ronaldinho, Robinho e Alex são meias de ligação ou meias-atacantes. 

A Argentina, que sempre teve excelentes meias de ligação, não terá, na Copa, nem na reserva, um único jogador dessa posição. Verón é volante. Riquelme e outros meias não foram chamados para o último amistoso. 

O Brasil não é um dos principais favoritos ao título somente porque tem uma equipe pronta e organizada. É, principalmente, porque possui o melhor goleiro do mundo, os dois melhores laterais direitos, um dos três melhores jogadores do mundo (Kaká), quatro zagueiros que estão entre os melhores (Lúcio, Juan, Luisão e Thiago Silva), um excelente centroavante (Luís Fabiano), além de Ronaldinho e Robinho, que podem crescer no Mundial. 

Existe uma máxima no futebol de que jogo se ganha no meio-campo. O Brasil tem ótimas chances de ser campeão do mundo, sem meio-campo. Ou melhor, com um meio-campo apenas forte e marcador. Dunga vai revolucionar o futebol. 

Será mais uma evidência de que o talento nesse setor não tem mais a mesma importância. Será o reconhecimento e a valorização da mediocridade. 

Mazzola disse que prefere, mesmo jogando mal, um jogador que coloca o companheiro uma ou duas vezes por jogo na cara do gol, como Ronaldinho, a um disciplinado e regular. Mais que isso, Ronaldinho, há vários meses, joga bem e com regularidade. Sua situação não tem nada a ver com a de Romário, em 2002. Romário não tinha condições de jogar bem a Copa. 

Ronaldinho atuou mal, sob o comando de Dunga, porque estava mal em seus clubes. Agora, é diferente. Preferir jogadores que não estão bem em seus clubes, somente porque atuaram algumas vezes bem na Seleção, deixando de fora outros sabiamente melhores e em forma, é uma decisão incompreensível e incoerente. 

Quando uma pessoa quer ser excessivamente racional e coerente, mais até que a própria racionalidade e coerência, se torna refém de seus dogmas e perde a racionalidade e a coerência.



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segunda-feira, 8 de março de 2010

Oscar para o futebol: el secreto de sus ojos

O filme, El secreto de sus ojos, ganhou o oscar de melhor filme estrangeiro, merecidamente. E uma super produçao, onde os detalhes de filmafgem sao surpeendentes. A perseguiçao em pleno estadio de futebol e incrivel . A cena acontece no estadio do Huracán, en Buenos Aire


Bem, o filme começa morno e logo ganha açao, e o final, digno de um oscar. Fico com uma das frases mais celebres do filme.


El tipo puede cambiar de todo, de cara, de casa de familia, de novia, de religión, de Dios, pero hay una cosa que no puede cambiar: no puede cambiar de pasión"


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quinta-feira, 4 de março de 2010

Lei Pimenta na Boca - Lei vai proibir palavrões, atos violentos e gestos obscenos em estádios da PB

Xingar o juiz, os bandeirinhas ou o perna-de-pau de um time de futebol está proibido nos estádios da Paraíba. Entrou em vigor nesta quarta-feira a "Lei Pimenta na Boca". Representantes de torcidas organizadas e o promotor Valberto Lira assinaram em João Pessoa um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) que cria essa limitação.

O regulamento proíbe palavrões, atos violentos e gestos obscenos. Não há punição prevista, por enquanto, aos infratores, mas dependendo da gravidade das ofensas o caso poderá parar numa delegacia.

A medida, que tenta pôr fim à violência nos estádios paraibanos, vale para o Estadual e para o Brasileiro da Série C, que tem o Campinense como representante do Estado.

O promotor disse que a medida começará como uma forma de conscientização dos torcedores. "Acreditamos que xingamentos e músicas com palavras de baixo calão incitam a violência", afirmou Lira. "O juiz agora está respaldado pelo TAC para prestar queixa em uma delegacia, por exemplo, caso se sinta ofendido pela torcida", disse Lira.

Policiais militares vão fiscalizar os estádios nos dias de jogo. As músicas com palavras de baixo calão serão as mais visadas nas blitze. Segundo o promotor, denúncias feitas por torcedores ou outras pessoas também serão apuradas.

"O ato obsceno por si só já é crime. Tudo o que ocorrer dentro dos estádios será investigado pelo Ministério Público e, dependendo da gravidade do caso, o infrator poderá até ser punido pelo crime de difamação", afirmou Lira.

Líderes das torcidas locais estão desconfiados. "Não tem como ficar nervoso e não falar um palavrão", disse o diretor da torcida jovem do Botafogo, Marcos Natanael Silva.

Para o presidente da torcida Botapaz, Denay Júnior, a medida não será rigorosa. "Já pensou pegar uma reclusão porque xingou a mãe do juiz?"

Após a assinatura do TAC, as torcidas terão três meses para cadastrar eletronicamente todos os seus membros e encaminhar o cadastro ao clube a que pertencem, à FPF, à Polícia Militar e ao Ministério Público.


Como evitar a lei:
http://bagaceirablog.wordpress.com/2010/03/03/dez-maneiras-para-o-torcedor-paraibano-driblar-a-lei-pimenta-na-boca/

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Dificuldade para sustentar família explica sumiço de Walter

http://esportes.terra.com.br/futebol/libertadores/2010/noticias/0,,OI4301341-EI14513,00-Dificuldade+para+sustentar+familia+explica+sumico+de+Walter.html



Atacante Walter tem boa atuação no empate do Inter com o Inter de Santa Maria por 1 a 1 Foto:  Marcos Bertoncello/site oficial do Inter/Divulgação



Muitas eram as causas que poderiam determinar o sumiço do atacante Walter dos treinos do Internacional desde a sexta-feira passada. Mas uma entrevista de Téo Constantin, representante de Juan Figer (que possui parte dos direitos econômicos do jogador), começa a solucionar o mistério.
"É um problema particular do atleta e algo normal que acontece com alguém novo, que não tem experiência", disse Téo. "Os amigos e o clube estão dando força para ele e acredito que em alguns dias o caso estará solucionado. O problema particular do Walter é familiar. Ele tem 20 anos e com o salário que ganha precisa sustentar uma família inteira no Recife", emendou.
A grande preocupação do garoto está na família. Walter precisa sustentar cerca de sete a dez pessoas, incluindo mãe, irmãos e parentes - e isso estaria tirando o sono do jogador. Como recebe cerca de R$ 15 mil, não está conseguindo ajudar toda a família.
"A mãe dele tem sete pinos na perna, fez cirurgia recentemente e por isso não pode vir a Porto Alegre. Ele não tem estrutura para assumir a responsabilidade de segurar uma famí
E mole...o muleque ganha 15paus por mes e ainda assim e nao consegue sustentar a familia....poxa, se esse fosse o salario de todo pai de famila, que ten que sustentar a sua familia no brasil, a coisa estaria de outra maneira...


O walter, ta dando uma de lula da sua familia...pagando para que neguinho fique sem trabalhar so luchando em casa...

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novo ranking dos melhores times do mundo - IFFHS


Confira o ranking de clubes da IFFHS e variação de posições:

1. Barcelona (ESP) - 321 pontos (0)
2. Chelsea (ING) - 286 (0)
3. Werder Bremen (ALE) - 284 (+3)
4. Manchester United (ING) - 278 (-1)
5. Shaktar Donetsk (UCR) - 266 (-1)
6. Arsenal (ING) - 254 (-1)
7. Estudiantes (ARG) - 251 (+1)
8. Cruzeiro (BRA) - 249 (+1)
9. Hamburgo (ALE) - 242 (-2)
10. Roma (ITA) - 240 (0)

Os brasileiros (entre o top 100) no ranking e variação de posições:

9. Cruzeiro - 249 pontos (+1)
20. Grêmio - 199 (-8)
46. Palmeiras - 167 (-7)
49. Fluminense - 166 (-9)
53. São Paulo - 160 (0)
63. Internacional - 148 (+14)
74. Corinthians - 138 (+16)
82. Flamengo - 130 (+28)

Confira os critérios de pontuação (vitória, empate e derrota):

UEFA Liga dos Campeões: 14 - 7 - 0
UEFA Liga Europa: 12 - 6 - 0
Copa Libertadores: 14 - 7 - 0
Copa Sul-Americana: 12 - 6 - 0
CAF Liga dos Campeões: 9 - 4.5 - 0
Copa da CAF: 7 - 3.5 - 0
AFC Liga dos Campeões: 9 - 4.5 - 0
Copa da AFC: 7- 3.5 - 0
CONCACAF Liga dos Campeões: 9 - 4.5 - 0
OFC Liga dos Campeões: 5 - 2,5 - 0
Mundial da FIFA: 14 - 7 - 0
* Não há referência de pontuação para campeonatos nacionais.




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Lendas e historias do futebol: Di Stefano, Valtão e suas historias


Contou-me o Dienstmann que certa vez, em 1953, o Cruzeiro de Porto Alegre, que hoje amarga a segunda divisão gaúcha, fez uma excursão à Europa, Ásia e Oriente Médio. A primeira de um clube fora do eixo Rio-São Paulo a viajar para tão longe.

Entre os resultados conquistados em campo, o melhor foi um excepcional empate por 0 a 0 contra o timaço do Real Madrid, graças, principalmente, à truculência do zagueiro Valtão, que segurou o infernal ataque merengue. Durante todo o jogo, ele não deu folga especialmente ao argentino Di Stefano, astro do Real e um dos melhores jogadores do mundo em todos os tempos.

A certa altura do jogo, cansado de apanhar, Di Stefano teria resolvido protestar, falando diretamente com Valtão:
- Mira - teria dito Di Stefano. - Yo soy Di Stefano, del Real Madrid...
- Grande coisa - teria retrucado o jogador do Cruzeiro. - E eu sou o Valtão, de Canoas.
A seguir, continuou dando suas cacetadas no cracaço.

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"O Galo foi jogar no interior de Minas. Quando os times estavam prontos para o início, o zagueiro adversário, um crioulo de quase 2 metros de altura e mais largo do que alto, atravessa o campo e dá um abraço no Nelinho, dizendo:
- Nelinho, sou seu fã. Sou cruzeirense. Você joga nesse time aí, mas eu quero ver você fazer um gol de falta para mim.
Começa o jogo e na primeira bola que o Rei recebe vem o zagueiro e ‘pimba’, acerta em cheio o centroavante. Olha para o lado e diz:
- Aí, Nelinho, daqui tá bom para você?
Nelinho ajeita a bola, parte e joga longe. Na arquibancada. O zagueirão olha desconsolado e diz:
- Não se preocupe, que vai ter mais chances.
Reinaldo olha para o banco, chama o técnico e, despistadamente, pede pra sair. Aquele jogo não era para ele..."



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Não leia, Dunga


Não leia, Dunga



Se sou a Fifa, espero o treinador brasileiro divulgar a convocação para a Copa, nacionalizo Ronaldinho Gaúcho sul-africano, empresto o craque para a pior seleção mandante da história das Copas, e evito o crime lesa-bola que será cometido por Dunga quando anunciar a patota, ops, o grupo para o Mundial.

Não, Dunga, pelo respeito pessoal e profissional que tenho por você, não precisa ler estas linhas. Sou mais um entre 193 milhões de vuvuzeleiros que o apoquentam querendo o Gaúcho entre os 23. E, se preciso, entre os 11, no caso de contusão de Kaká, ou de queda de produção de Robinho.

Não querendo te pressionar ainda mais, sou apenas mais um que acha que não se pode privar um time de um talento como ele, jogando a bela bola que tem mostrado pelo Milan. O cara é excelente. E é muito bom de grupo. Quem não gosta dele? Sabe o que é ser campeão do mundo, como você já foi, Dunga. Tendo a chance de se redimir de uma Copa frustrante como a de 1990, quando você foi crucificado e estigmatizado, e deu a volta por cima das voltas por cima, em 1994, capitaneando um ótimo grupo campeão mundial. Que poderia ter sido ainda melhor se Parreira tivesse liberado um pouco mais o time. Apostando em talentos que não tiveram chance ou espaço.

Dê essa oportunidade a Ronaldinho. Não custa nada. Ou, pior, pode só custar o mundo.
BRASIL X IRLANDA – Um gol contra num cruzamento do impedido Robinho quando o time rival era pouco melhor; um belo gol de Robinho num segundo tempo com cinco chances de gol contra um rival chato, porém cansado.
Foi o suficiente. Mas ainda é pouco. O Brasil continua dando a sensação de que poderia jogar muito mais do que joga.

IRREVERÊNCIA - Neymar é demais. Um senhor jogador. Já é. E será ainda maior. Também pela irreverência irresponsável. Coisa de menino. De moleque. Do craque que será.
Daí a poder fazer tudo que der na telha (incluindo um chapéu com a bola parada só para irritar o já irritadiço por demais rival) é um pouco demais. Até para preservá-lo.
O chapéu em Chicão com a bola já parada foi maravilhoso. Uma delícia para quem gosta de futebol. Um inefável prazer para o santista. Uma afronta para o corintiano. Dalai Lama teria tido a reação do zagueiro Chicão, que empurrou o excelente insolente pela atitude moleque. No bom e no mau sentido.
Tudo a favor do talento de Neymar e de poucos outros.

Tudo contra apimentar ainda mais um clássico já elétrico. Em nome da integridade física de Neymar. Em nome da segurança pública no estádio. É muito diferente chapelar com a bola rolando e com a bola parada. Neymar conseguiria dar um chapéu em qualquer zagueiro com a bola rolando. Mas não foi o caso.

Tanto quanto prosseguir um lance já parado, e com o cartão amarelo já tomado, logo depois. Tivesse agido como manda a regra (não necessariamente o bom senso, e o ótimo gosto), o árbitro José Henrique de Carvalho teria expulso Neymar pelo segundo amarelo. O Santos teria sofrido mais do que sofreu na segunda etapa, quando, mesmo com dois a mais, teve menos oportunidades que o Corinthians.

E a já contestada arbitragem (que não decidiu o clássico, dever frisar para quem não quer ler) seria ainda mais polêmica.

Para não deixar dúvida para aquela gente que não quer entender: defendo tanto quanto qualquer um o jogo lindo, efusivo, esfuziante do Santos-10 e de qualquer time que queira jogar bonito.

Mas jogar com arte é diferente de fazer arte. Neymar é um artista. Mas, no lance contra Chicão, foi apenas arteiro.
Como Edílson, nas célebres embaixadas da final do SP-99.

INTOLERÂNCIA INSTITUCIONALIZADA - Torcida única num campo de futebol em dia de clássico minimiza a violência nos estádios, proximidades, no metrô, nos ônibus, nas ruas, na cidade, até no Estado. Pode diminuir estatisticamente a barbárie. Mas não educa. Não erradica. Apenas radicaliza.

Que torcedor a gente vai ver no estádio se ele não sabe que existe outra cor? Que cidadão a gente vai criar se ele não entende que existe gente que pensa diferente?

Pode, num primeiro momento, arrumar a casa. Mas, num segundo, desestabiliza qualquer lar.
Facções e milícias tomaram de assalto arquibancadas e ruas. Transformar os transtornados estádios em guetos intolerantes é institucionalizar a intolerância. Por absoluta falência - mais uma - das autoridades. Não que eu saiba o que fazer. Mas quem é pago para tanto, por vezes, parece saber ainda menos.



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